Esse espaço é um laboratório de Teoria Social. Quanto a mim, sou antropólogo e professor na Universidade Federal do Pampa. Tenho graduação e mestrado em Ciências Sociais, licenciatura em Sociologia, especialização em História do Brasil, doutorado e pós doutorado pela UFSM.
domingo, 11 de setembro de 2022
PAYADA MARXIANA
sexta-feira, 19 de março de 2021
A burguesinha marxista
Esse é o daltonismo da esquerda liberal brasileira: vê uma bandeira verde (ecoblábláblá) e pensa que é vermelha
quinta-feira, 18 de março de 2021
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
A PANDEMIA DE 2020 E A NECESSIDADE DA TEORIA SOCIAL MARXIANA
Os
momentos de crise e colapsos da humanidade são possibilidades de
ressignificação de conceitos e de práticas, embates e discussões, avanços e
rupturas na tentativa de atenuar as situações inoportunas do dia-a-dia, mas,
sobretudo, para suprir a demanda e a necessidade da existência humana a partir
das tomadas de decisões e do agir prático no mundo do coletivo social.
Diante
da pandemia mundial de COVID-19 (vírus que causa infecções respiratórias e já
vitimou dezenas de centenas de pessoas pelo mundo e, atualmente, se manifesta
por solo/ar brasileiro, atestando, até então, mais de 203 mil mortes e mais de 8,1
milhões de casos confirmados[A1] ),
as orientações dadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelos cientistas/pesquisadores
e profissionais da saúde, para conter a proliferação do vírus no mundo todo, foram
uma boa higienização (das mãos com água, sabão e álcool em gel), uso de máscaras
e a não incidência de aglomerações, ou seja, como a elaboração e a aplicação de
vacinas ainda estão em processo e o desenvolvimento de planos de vacinação em
escala nacional ainda está em “avaliação”, tendo previsão de início para “o dia D e na
hora H”, [A2] como
argumentou o próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo (no Brasil, um plano
nacional de vacinação está em vistas de realização e desenvolvimento por parte
do Ministério da Saúde, mas nada concreto), a melhor recomendação, para sua
não-disseminação e prevenção, é a reclusão ou isolamento social, permanecendo
apenas em funcionamento os serviços essenciais como, entre outros, farmácias,
mercados, hospitais, postos de saúde, postos de gasolina. Esse fato nos
apresentou um dilema: salvar vidas ou a economia?
Tal
impasse foi fortalecido no dia 24 de março durante o pronunciamento, em rede
nacional, do Excelentíssimo Senhor Presidente da República que, contrariando as
recomendações médicas e dos órgãos responsáveis pela produção da Pesquisa em Saúde
no país e no mundo, solicitou a retomada das atividades produtivas e prestações
de serviços pelas empresas, comércios, escolas, entre outros, mantendo em
resguardo apenas as pessoas que se encontram no grupo de risco: idosos, diabéticos,
hipertensos, doentes cardíacos e pessoas com problemas respiratórios, entre
outros.
Esse
cético e negacionista discurso presidencial, minimizando os efeitos da pandemia,
inclusive chamando-a de “gripezinha” ou
“resfriadinho”, foi proferido com o
pretexto de “salvar” a economia do país que, conforme dados do IBGE, apresentou
em 2019 um PIB de 1,1, significando o menor avanço dos últimos 3 anos e dando
resquícios (para não dizer “intensificando”) de crise econômica nacional.
As
consequências e repercussões desse discurso gerou uma polarização nacional. De
um lado aqueles (principalmente empresários) que defendiam a retórica do
presidente e simpatizavam com o encerramento do isolamento social e a retomada
imediata das atividades de trabalho e produção; e, de outro, aqueles (trabalhadores
da saúde, da educação, gestores municipais e estaduais, demais trabalhadores em
geral) que consentiam com as recomendações científicas e dos profissionais da
saúde, defendendo a permanência do isolamento social de forma temporária para
amenizar as consequências da disseminação do vírus nas comunidades e nos leitos
hospitalares.
Nesse
interim, retomamos a questão: salvar vidas ou salvar a economia? Quais os
limites dessa dicotomia, isto é, há vida sem economia e/ou há economia sem
vida? De que economia se está tratando? Quantas vidas valem a “retomada
econômica” ou “proteção econômica”? Aliás, retomada econômica para “quem”? No
sentido de manifestar um posicionamento sobre essas indagações, cabe uma
reflexão à luz da Teoria Marxiana.
Infelizmente
há correntes teóricas que não mais reconhecem a relevância da obra Marxiana
para uma pertinente análise de nossos dias. Também há aqueles que (ainda) compactuam
com o fim da História e com o fim do Trabalho. Contrariamente, lançamos mão dos
ensinamentos da Teoria Social Marxiana para pontuar e fundamentar nossos
argumentos em torno da reflexão lançada acima.
Com
ela aprendemos que o trabalho, na
qualidade de atividade exclusivamente humana, tudo produz, isto é, na síntese
homem/mulher-natureza há uma mediação da atividade do trabalho para a produção de bens materiais e espirituais, serviços,
mercadorias e riquezas de todos os gêneros, inclusive a vida e o próprio gênero
humano. Se o trabalho tudo produz,
logo quem trabalha (o sujeito do trabalho ou trabalhador) é o responsável pela
produção ao empreender trabalho vivo e concreto à lógica produtiva de seu tempo
histórico.
Outro
ensinamento é o que segue: o primeiro pressuposto para fazermos história é a
existência e o primeiro ato histórico da humanidade foi a produção de meios
para sua existência. Noutras palavras, para produzirmos nossa existência e
escrevermos/vivermos nossa história (a história humana) é imprescindível o
pressuposto da existência: precisamos existir e estar em condições de existir para
produzirmos nossa vida, nossa história, nossa sociedade e, portanto, nossa base
econômica.
Esses
dois ensinamentos instrumentalizam e fomentam a reflexão acerca do embate: vida
ou economia? Isto é, o trabalho juntamente
com seu produtor/executor (trabalhador) e o pressuposto da existência e da
produção dos meios para tal, são determinações fundamentais para pautarmos e
delinearmos tal discussão.
Em
suma, sabemos quem retornou ou protegeu a economia: os trabalhadores e
trabalhadoras, que, em razão da propriedade privada dos meios de produção por
parte do empresariado, muito pouco ou quase nada irão usufruir da riqueza
produzida, apenas o mínimo necessário para (re)produzirem sua precária
existência, ou melhor, sua sobrevivência e de seus pares. Em razão disso, o
“apelo” a retomada da produção e da volta ao trabalho, dissimulado pela preocupação
com a falta de alimentos e salários ou, até mesmo, com o rompimento dos
contratos de trabalho (demissões em massa) e respaldado pelo discurso irresponsável
e criminoso do presifake da república, é uma demanda da classe empresarial do
país que está mais interessada em acumular e valorizar sua riqueza e seu
capital do que apresentar melhores condições de vida aos trabalhadores. Aliado
a isso temos a existência, a história, a vida dos trabalhadores que está em
risco ao serem expostos ao vírus no caminho até o trabalho, em transportes
lotados e em filas gigantescas, assim como no próprio local e nas relações de
trabalho.
Ao
priorizarem a produção e a economia em detrimento da vida humana, fica
evidente, portanto, o menosprezo de classe e o quanto descartáveis são os
trabalhadores e trabalhadoras. Esses, coagidos pelas ameaças de fim/rompimento
de contrato e por rótulos opressores (vagabundos,
esquerdistas, sustentados pelos pais, tirando férias...) proferidos por
simpatizantes do “discurso da morte”, como ficou denominado o pronunciamento do
presifake (dia 24/03), retornaram aos seus postos de trabalho com nenhuma
garantia por parte do Estado ou das empresas (além do Auxílio Emergencial como
empreitada maior da oposição) de sobrevivência e melhoria das condições de
trabalho/vida. E, caso forem contaminados e chegarem a óbito, em razão dos
hospitais não comportarem as demandas emergenciais de atendimento, serão
substituídos por outros trabalhadores, que seguirão o movimento da máquina
produtiva e “recuperarão” a economia, mantendo a ordem e o lucro do patrão.
Esses
foram dois ensinamentos marxianos que sempre ressurgem nos momentos de crise,
em especial no atual momento de pandemia pelo COVID-19. Aliás, eles nunca
morreram, sempre estiveram vivos e permeando nossas vidas, mas muitos não
percebem (por não terem acesso aos instrumentos e rudimentos desses conceitos e
fundamentos) ou, por mau-caratismo, não reconhecem como determinações socio-históricas,
objetivadas no modo de produzir a vida no capitalismo.
Portanto,
tão importante quanto à economia é a vida, a existência humana e as condições
para tal. A economia, que não se resume a dinheiro ou renda e sim às formas de
extrair da natureza e das relações sociais as bases concretas de manutenção e
reprodução da vida, só ocorre a partir da existência de sujeitos em pleno
desenvolvimento e em plenas condições materiais para transformarem a natureza e
a si próprio por meio da atividade vital humana e consciente que é o trabalho, produtor de todas as riquezas.
Por
fim, à titulo de provocações finais, se a grande preocupação, seja do
presifake, seja do empresariado, era “salvar a economia” e a economia só pode
ser “salva”, produzida e valorizada pelo trabalho vivo (pela atividade do
trabalhador), por que o Brasil, nas figuras institucionais do Ministério da
Saúde e do próprio presifake, ainda não apresentou um plano real de vacinação
em âmbito nacional para dar condições de existência e de agir aos trabalhadores
e trabalhadoras? Isso seria “apenas” mais um traço da incompetência do governo?
As evidências da materialidade do mundo produzem possíveis conclusões!
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
Resposta a Sabrina Fernandes - Tese Onze
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
O que são instituições políticas? | Café Bolchevique, com Mauro Iasi
Aos 28:07 do vídeo
O que as crenças cegas nas instituições obscurecem é que por trás dessa ordem democrática, salva do seu caráter tosco e pitoresco, está a perpetuação de uma ordem profundamente anti-democrática".
Procurei transcrever o que pude. Caso alguém possa servir-se disto, aqui está. Peço desculpas por eventuais erros
TAIS BALDON (Nos comentários do vídeo)
" A ilusão inquebrantável de que a democracia seria uma ordem tão perfeita para corrigir desvios, que permitiria pelo seu próprio jogo, que excrescências como Trump e Bolsonaro chegassem ao poder e que seria forte o suficiente para corrigir seus erros permitindo que num novo processo eleitoral isto fosse revertido. Esta ilusão precisa ser analisada de perto, pois é perigosa, pode ser uma armadilha por entregar a ela uma expectativa de mudança ou de resistência. Quem derrotou o golpe na Bolívia foi a resistência da população, em especial dos povos originários e a mudança nos EUA foi o "black lives matter", como catalizador de um expressivo movimento de massas . O fato de terem sido canalizadas para o processo eleitoral, aqui nos importa.
As instituições são a expressão das contradições do movimento do real, ou da práxis humana, que sempre se dá dentro de uma ordem institucional dada - ou como dizia Marx no 18 Brumário, os seres humanos fazem a história MAS não como querem e sim dentro de certas circunstâncias ora, estas circunstâncias em que os seres humanos se encontram, formam o que Sartre chama de um campo prático inerte cuja práxis choca , rompe com isto no momento da fusão da luta. Isto busca como se manter, pq nesta fusão do grupo depois da classe em luta, existem forças que tendem a dissociar o grupo e revertê-lo novamente àquela condição de serialidade , que então luta para se manter. Ao fazê-lo, ele se organiza, distribui tarefas, judicializa disputas, organiza a forma como as divergências podem ou não podem se expressar, escolhe seus bodes expiatórios e decide como julgá-los, eliminá-los ou mantê-los - tudo isto é parte do momento da ORGANIZAÇÃO. Qdo tudo isto dá certo e o grupo não se reverte à dissociação , ele se INSTITUI. Aquilo que chamamos de "Instituição" é um movimento do real num certo momento , onde ele institui a resistência supostamente de numa nova forma. "Supostamente" pq a ação da humanidade pode, ao quebrar o que existe antes, recriá-lo de uma nova forma ou pode, conforme o pensamento revolucionário, romper o existente e criar um NOVO. Mas nem sempre isto acontece pq o ser humano só pode fazer a história com os materiais que estejam a sua disposição, criar o futuro atuando no presente, que traz em si todos os elementos do passado cristalizados numa determinada ordem. Isto é o que chamamos instituição, mas é um momento da práxis. A ordem institucional não tem o poder de definir a forma como as coisas vão se dar mas são o campo onde as contradições se inscrevem , se manifestam, para garantir uma nova forma considerada adequada . O processo de alienação , segundo Sartre, se expressa na medida em que estas instituições se cristalizam. E ao se cristalizar, objetivar, se distanciam das pessoas que as criaram e de suas intenções, ou seja, se burocratizam - é a alienação, é o retorno hostil , o estranhamento, o retorno ao produtor como uma força que o controla ao invés de ser controlada por ele. Ptt, o momento do qual estamos falando das instituições não é o momento em que elas protegem aquele conteúdo transformador que está em movimento, mas é o momento em que estas instituições burocratizadas impedem que o novo surja, elas produzem uma nova serialidade e consolidam uma ordem, elas são na verdade o principal instrumento de um novo campo prático inerte que luta para não se alterar, não o movimento da práxis que leva à transformação, mas luta para impedir isto. E ao fim são varridas nos momentos mais agudos. A eleição é uma fraude, mesmo sem desvio de conduta. A fraude é a fraude da representação, do poder econômico ditando as regras de onde se dão as eleições. Isto já é fraudar aquilo que seria, na substância originária do que seriam as instituições, a "vontade popular". O risco da democracia é o da vontade das maiorias , da "tirania da maioria" segundo G Hamilton - isto seria uma defesa da ordem republicana SOBRE a democrática. Assim, a solução de compromisso do republicanismo federalista é um sistema eleitoral , com pesos e contrapesos, que evite a vitória de uma força popular, seja na constituição de um corpo legislativo, seja na indicação de um presidente da república. Aquilo que se chama de instituição democrática nos EUA , é um sistema para evitar a vitória da maioria (a tirania popular). O colégio eleitoral não é eleito pela população, eles não foram votados para isto. Eles serão indicados pelas casas legislativas dos estados e têm, em princípio, a regra tradicional de votar nos candidatos que ganharam em seus estados. Há registros de apenas aproximadamente 180 votos "infiéis" - ptt , muito raro. Ocorreram várias vezes questionamentos jurídicos na Suprema Corte, sobre a pertinência do sistema que permite que o presidente mais votado não seja eleito. .. A armadilha nisto é acreditar que há uma ordem ética nisto ou a expressão da vontade popular. O que há é uma garantia da permanência das instituições ... O cumprimento da regra é a evitação da ruptura. Não é a vitória das instituições democráticas qdo abaixo do Equador se utiliza o método para reverter um golpe (como na Bolívia agora) mas o fazer valer a regra através de um mecanismo importado de um espaço onde as contradições são outras. Ptt, a "garantia institucional " é a garantia da ordem estabelecida pelos meios da ordem jurídica e política que está dada. A esperança na força das instituições é a esperança do gradualismo , daquilo que acha que os momentos de recuo são meros momentos passageiros que podem ser corrigidos com retomadas da linha da história no caminho que as instâncias democráticas garantem. O que é muito perigoso. Elas resistem às forças de emancipação ."
sábado, 12 de janeiro de 2019
Sobre o "lixo marxista" (texto do profº Vladimir Safatle)
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Receita de ano novo
Pensando sobre tudo isso, fico me questionando sobre o que há de novo? O que irá se renovar dentro de alguns dias? Que virada é essa?
Circula na web um texto falsamente atribuído a Carlos Drummond de Andrade dizendo que quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Diz o autor desconhecido que doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que dali para adiante vai ser diferente.sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Um povo 'cordial'
assivamente aos abusos de poder cometidos desde o golpe político, jurídico e midiático até as atuais compras de votos, percebe a importância da inserção na participação direta de todas as pessoas, o que não é possível, senão sob suas formas de representação democrática (partidos, sindicatos, etc.) nas instâncias deliberativas do poder formal.
A fábula do empreendedorismo
Receita de ano novo
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
A nitroglicerina de Marx
Esta data é apenas um ponto em uma longa trajetória que não é linear, mas ela própria dialética. Rara registrar este ponto o Grupo Kairós promove o Curso de Extensão abaixo disposto.
O Capital completo em http://marxismo21.org/150-anos-de-o-capital/

quinta-feira, 20 de julho de 2017
Militontos
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Por um simples celular?
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Pirotecnia política
É como se fôssemos a um jogo de
futebol e lá assistíssemos à comemoração de um gol pelo time dono da casa e
ficássemos analisando os aspectos físico-químicos dos fogos de artifício e das
bombas. Como se o que mais importasse fosse a quantidade de luzes e explosões,
os números exatos da pirotecnia, as posições das quais os fogos e as bombas
foram arremessadas; quando, na verdade, o que realmente importa discutir nesse
caso é a importância do gol para o time, sua posição no campeonato, a
habilidade dos autores da jogada do gol, e realmente o que levou àquele gol.quarta-feira, 27 de abril de 2016
Ptucano
quinta-feira, 21 de abril de 2016
21 de abril
No
dia 21 de abril de 1993, 67 milhões de eleitores brasileiros votaram para
determinar qual seria a forma e o sistema de governo do país a partir dali.
Naquele dia escolhemos a República como forma de governo, derrotando a
Monarquia por mais de dois terços dos eleitores; e a o presidencialismo como
sistema de organizar o poder republicano, derrotando o modelo parlamentarista com
pouco mais da metade dos votos. Eu, na época, julgava ser uma república
parlamentarista, a forma e o sistema de governo mais coerente para o país.
Hoje,
23 anos depois daquela inédita experiência de exercício da democracia, penso
ter revisto meu ponto de vista. Diante do espetáculo dantesco, proporcionado
pelo nosso Congresso no último domingo, protagonizado por uma miríade de deputados
idiotas, fanáticos, mal-intencionados, à exceção de raríssimos representantes, percebo
que o melhor foi mesmo não termos optado pelo parlamentarismo. Se o tivéssemos
feito, seria esta Câmara, de representação lamentável, em vez do voto direto da
população, quem escolheria aqueles que governam nossa vida política. Estaríamos
desesperadamente ainda mais reféns de um Congresso inepto, medíocre e irresponsável. Publicado no Jornal Diário de Santa Maria, Página 4 Opinião, em 21 de abril de 2016.

