sábado, 14 de maio de 2011

Resenha do Texto do Prof Ruben Oliven

Novas fronteiras da cultura

Até pouco tempo a cultura era associada a grupos que ocupavam um espaço, a preocupação em marcar território era fundamental, e tudo o que vinha de fora era visto como impuro ou perigoso. Essa era a idéia de que cada povo tinha a sua cultura, sua língua, seus costumes, tendo seu território delimitado.
Como as pessoas viajam, a sua cultura, seu costume, sua idéia, sua língua também viajam, muitas vezes viajam através de livros, filmes, televisão e internet. Assim há uma espécie de “troca” de cultura, a gente se adapta a novos costumes, da mesma maneira as outras pessoas adaptam-se aos nossos costumes e a nossa maneira de viver. Assim acontece o processo de desterritorialização em que uma cultura originada em um determinado lugar migra para outro, e reterritorialização quando essa cultura se adapta e se integra em um novo lugar.
A culinária é uma das áreas da cultura que foi transportada de um país para outro pelos imigrantes. Como a pizza e as massas da Itália e o feijão comida utilizada pelos escravos.
No Brasil, há uma grande variedade de culturas, originadas de manifestações culturais que tiveram suas origens restritas a um grupo social.
As idéias também viajam, como o espiritismo kardecista, que surgiu na França mas se tornou mas influente e difundido no Brasil.
O positivismo também, que surgiu na França, mas foi muito mais importante no Brasil, e foi uma das forças ligadas a Proclamação da Republica, e deixou sua marca na nossa bandeira com o lema “Ordem e Progresso”.
A religião também foi transportada pelos imigrantes, como as religiões africanas, o Batuque,Candomblé, Xangô, Macumba, e depois o surgimento da religião Umbanda no século XX, combinando elementos africanos, kardecistas e católicos.
A música, como  o rock que tem sua origem no Estados Unidos mas é difundida nos outros países, o jeans que surge na Califórnia como roupa para garimpeiros, e hoje o mundo inteiro usa. Os difundidos mais recentemente como os shopinng centers e fast-food.
A cultura está cada vez mais mundializada, o que antes era delimitado, agora seguem a globalização e não respeitam mais as fronteiras nacionais ou regionais.
Durante a fase populista, o que vinha de fora era visto como impuro e perigoso, assim a coca-cola e o cinema de Hollywood eram muitas vezes satanizados como exemplos de imperialismo cultural norte-americano, de maneira que o samba e o cinema novo era exemplos do que havia de mais autenticamente nacional.
As novas fronteiras da cultura em vez de fazer o sentido nacionalidade diminuir, o faz crescer, pois a criação de manifestações culturais mundializadas não significa que as questões locais estão desaparecendo. Ao contrário, a globalização torna o local mais importante do que nunca.
A consolidação da União Européia que ocorreu na virada do século XX, não significa , o desaparecimento da diversidade cultural, cada país continuará falando diferentes línguas, e se manterá a riqueza cultural de cada país, esses países apenas tiveram a integração de seus exércitos, a criação do euro, e a abolição de fronteiras econômicas  e de mercado de trabalho.
Mas isso não significa que os conflitos étnicos e regionais tenham desaparecido.
Nos EUA o modo de vida norte-americano está hoje num momento em que os diferentes grupos étnicos reivindicam sua especificidade, esse processo faz com que não exista mais ninguém que seja apenas norte-americano, além dos descendentes dos primeiros anglo-saxões.a construção de novas identidades sociais dentro da identidade nacional significa a afirmação das diferenças em relação aos outros grupos e a não-aceitação de uma modo único de ser norte-americano.
Essas situações contraditórias pelas quais alguns países vêm passando, são resultados de uma série de processos que o mundo vem vivenciando. Nos últimos duzentos anos presenciou-se a formação de estados nação baseados na idéia de uma comunidade de sentimentos e interesses que ocupam um território delimitado e cuja as fronteiras, precisam ser cuidadosamente preservadas, o conceito de estado-nação está sendo afetado, na medida em que a velocidade de informação e dos deslocamentos se intensifica e faz com que as mudanças se acelerem cada vez mais. Desde as viagens marítimas da Idade Moderna havia troca de mercadorias entre um continente e outro, atualmente,  estamos assistindo a globalização da economia.
Todos esse processos refletem no âmbito da cultura, com a velocidade da disseminação das mensagens estão se criando estilos de vida mundializados.  Se antigamente as culturas eram tendiam a ser associadas a um território e a identidades definidas, o que se verifica hoje é um cruzamento das fronteiras culturais e simbólicas.
Esse processo de mundialização da cultura, que dá a impressão de que vivemos numa aldeia global, repondo a questão da tradição, da nação e da região. A medida que o mundo se internacionaliza, s diferenças se recolocam e há intenso processo de construção de identidades. Se antigamente o mundo se mostrou contrário a manutenção da diversidade, hoje assistimos a afirmação das diferenças.
A medida que o mundo fica “menor” ( as diversidades, não são mais tão diferentes, estamos nos tornando todos iguais), é difícil nos identificarmos com categorias genéricas, somos todos cidadãos do mundo, mas precisamos de marcos de referencia que estejam mais próximos de nós.
O Brasil já se encontra bastante integrado do ponto de vista político, econômico e tecnológico que é necessário repensar a questão da diversidade cultural, a rede de comunicação de massa seria a responsável pela acentuação da uniformização dos hábitos e atitudes da população se perdendo a diversidade cultural. Assistindo a crescente integração, a afirmação dos diferentes tipos de identidade, como a identidade regional salienta suas diferenças do resto do Brasil.
O RS é um exemplo, onde o termo gaúcho através de um processo de elaboração cultural compreende todos os seus habitantes, incluindo descendentes de imigrantes.
Hoje para os gaúchos, só se chega ao nacional através do regional, ou seja, para sermos brasileiros precisamos ser gaúchos.

Guilherme Howes & Jenifer Lasch 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Prova de Teoria Social Clássica

QUESTÃO 01 – Na aula sobre os antecedentes intelectuais e históricos da Sociologia, o texto de Tania Quintaneiro Um toque de Clássicos dá conta de um contexto histórico de profunda ebulição da ciência européia moderna: “É esse movimento de idéias – que alcança seu ponto culminante com a Revolução Francesa e o novo quadro sociopolítico por ela configurado – que terá um impacto decisivo na formação da Sociologia e na definição de seu principal foco: o conflito entre o legado da tradição e as forças da modernidade.” Esse movimento de idéias a que o excerto do texto faz menção, é um evento histórico melhor denominado de:
Assinale a alternativa correta:
(a) Antigüidade
(b) Medievo
(c) Modernidade
(d) Ilustração
(e) Racionalismo

QUESTÃO 02 – As ciências sociais e, em particular, a Sociologia, apresentam uma multiplicidade de métodos, a partir das vertentes racionais da indução e dedução. Em linhas gerais, podemos afirmar que a produção teórica contemporânea – século XX e início do novo milênio – ainda não resultou em uma síntese metodológica. Convivem diferentes vertentes da explicação sociológica. Dos autores clássicos vertem métodos particulares, na ânsia de dar conta dos problemas da ciência em afirmação e da realidade social fugidia . Sobre os métodos mencionados no excerto de texto acima, relacione o autor ao seu método de análise sociológica:

(M) Marx
(D) Durkheim
(W) Weber

( )01 Posição de neutralidade e objetividade do pesquisador em relação à sociedade. Deve descrever a realidade social, sem deixar que suas opiniões interfiram na observação

( )02 As normas e regras sociais não são, necessariamente, exteriores aos indivíduos, elas são o resultado de um conjunto de ações individuais, e os agentes escolhem o tempo todo, diferentes formas de conduta. Ainda enfatiza o papel ativo do pesquisador em face da sociedade.

( )03 As condições materiais de toda a sociedade condicionam as demais relações sociais. O autor enfatiza que o pesquisador não deve se restringir à descrição da realidade social, mas deve também analisar como essa realidade se produz e se reproduz ao longo da história.

Marque a alternativa que apresenta a seqüência correta

(a)    (b)    (c)    (d)    (e)

D      W      M      D    W

W      D      D      M    M

M      M     W      W    D

QUESTÃO 03 – A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. É um empreendimento fascinante e irresistível, já que seu objeto de estudo é nosso próprio comportamento como seres sociais. A abrangência do estudo sociológico é extremamente vasta, incluindo desde a análise de encontros ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processos sociais globais. (p. 24) A partir do texto de Giddens, O que é sociologia? assinale a alternativa que apresenta afirmações falsas:

(a) A sociologia pode ser identificada como o estudo sistemático das sociedades humanas, dando ênfase especial a sistemas modernos e industrializados.
(b) A prática da sociologia envolve a habilidade de pensar imaginativamente e afastar-se de idéias preconcebidas sobre a vida social.
(c) A sociologia surgiu como uma tentativa de entender as mudanças abrangentes que ocorreram nas sociedades humanas no decorrer dos dois ou três últimos séculos. As mudanças envolvidas não são apenas as de larga escala; elas também envolvem mudanças nas mais íntimas e pessoais características das vidas das pessoas.
(d) A sociologia fornece, e por encetar a capacidade imaginativa, em termos práticos, auto-esclarecimento aos indivíduos e aos grupos, oportunizando condições mais favoráveis de alterar as circunstâncias de suas próprias vidas.
(e) A sociologia se caracteriza por apresentar um conjunto restrito de abordagens teóricas. Em sua essência, mantêm-se à margem das disputas teóricas já encontradas nas ciências naturais. O fato de nosso próprio comportamento ser o objeto de estudo da sociologia, faz com que esta ciência avance em objetividade e neutralidade.

QUESTÃO 04 – Sobre o texto A crise das explicações religiosas e o triunfo da ciência, de Cristina Costa, marque (V) para verdadeiro e (F) para falso, de acordo com o que é afirmado pela autora:

I. As idéias de progresso, racionalismo e cientificismo exerceram todo um encanto sobre a mentalidade da época – a vida parecia submeter-se aos ditames do homem esclarecido. Preparava-se o caminho para o amplo progresso científico que aflorou no final do século XIX.

II. A Igreja foi questionada como fonte de poder secular, político e econômico, na medida em que se imiscuía em questões civis e de Estado. Tal questionamento levou à descrença na doutrina e na infalibilidade eclesiásticas, bem como ao repúdio da secular atuação do clero.

III. Defendida por uns, repudiada por outros, a Igreja perdia o importante papel de explicar o mundo aos homens, passando, ao contrário, a ser explicada por eles. A religião passa por um processo de dessacralização, sendo encarada com mais um dos aspectos da cultura humana. Esse olhar laico e especulativo sobre as doutrinas religiosas, impulsionaram o desenvolvimento das ciências humanas, em particular das ciências sociais.

IV. A sociologia se desenvolveu no século XIX, quando a racionalidade das ciências naturais e de seu método haviam obtido o reconhecimento necessário para substituir a religião na explicação da origem, desenvolvimento e finalidade do mundo.

Marque a alternativa que apresenta a sentença correta:

(a) Há uma afirmação falsa.
(b) Há, pelo menos, duas afirmações falsas.
(c) Há mais de duas afirmações verdadeiras.
(d) Há, no máximo, uma afirmação verdadeira.
(e) Há, no máximo, duas afirmações verdadeiras.

QUESTÃO 05 – Cristina Costa, no texto A emergência do Pensamento Social em bases científicas, descreve como a formação do pensamento social laico dependeu da confluência de condições históricas que exigissem a análise da vida social em sua especificidade e concretude. Dependeu também do amadurecimento do pensamento científico e do interesse pela vida material do homem. O pensamento social emergente desse contexto protagonizou as primeiras formulações sociológicas, que foram a base para a posterior sedimentação da teoria social moderna, de Durkheim, Marx e Weber. Sobre essas primeiras formulações, é incorreto afirmar que:

(a) O darwinismo social era uma corrente de idéias que fundamentava o argumento até então irrefutável e inquestionável de que o mais alto grau de civilização a que um povo poderia chegar seria já alcançado pelos europeus – a sociedade capitalista industrial do século XIX.

(b) A transposição de conceitos físicos e biológicos (das ciências naturais em geral) para o estudo das sociedades e do comportamento humano proporcionaram avanços até hoje irrepreensíveis às interpretações sociais. Isso trouxe garantias de cientificismo às ações guiadas, até então, por preconceitos e interesses particulares.

(c) O evolucionismo é uma corrente teórica que coloca todos os povos em uma linha unívoca, linear e diacrônica de desenvolvimento cognitivo. Ignora as especificidades históricas e culturais dos homens, estabelecendo leis de evolução em que as diversas sociedade humanas são tratadas como espécies.

(d) A concepção evolucionista da história concebia um grande movimento geral da humanidade. Essa dinâmica descrevia que todos partiriam de uma origem comum a um fim necessário e semelhante. Daí se entender os diferentes momentos da história de cada sociedade como expressão de diversas etapas de uma grande epopéia de toda a humanidade.

(e) A rápida evolução dos conhecimentos das ciências naturais (física, química, biologia) e o visível sucesso de suas descobertas no incremento da produção material e no controle das forças da natureza atraíram os primeiros cientistas sociais para o seu método de investigação.

QUESTÃO 06 – A Sociologia é uma ciência profundamente envolvida com a sociedade moderna. A investigação sociológica constitui um dos meios pelo qual a modernidade tomou consciência de si mesma. Por essa razão, a Sociologia pode ser considerada como uma ciência social cujo objeto de estudo é a sociedade moderna. Na tentativa de apresentar algumas explicações para a emergente modernidade, e a efervescente conjuntura social, política e cultural por que passava a sociedade européia, Marx, Durkheim e Weber compuseram obras clássicas. Relacione cada autor às suas obras:

(M) Marx
(D) Durkheim
(W) Weber

( )01 Escrito como uma série de ensaios entre 1904 e 1905, foram, mais tarde, complementados pelo autor e publicados em um livro, no qual ele investiga as razões do capitalismo se haver desenvolvido inicialmente em países como a Inglaterra ou a Alemanha, concluindo que isso se deve à mundividência e hábitos de vida instigados ali pelo protestantismo. Neste livro, o autor avança a tese de que a ética e as ideias puritanas, a ética calvinista (ascética), influenciaram o desenvolvimento do capitalismo nos EUA.

( )02 Nesse texto de 1893 o autor analisa as funções sociais do trabalho na sociedade e procura mostrar como na modernidade tal divisão é a principal fonte de coesão ou solidariedade social.

( )03 Conjunto de livros reunidos em um volume de 1867, apontando e criticando o desenvolvimento do capitalismo de épocas anteriores até a modernidade. Nesta obra existem muitos conceitos econômicos complexos, como mais valia, capital constante e capital variável, uma análise sobre o salário; sobre a acumulação primitiva, resumindo, sobre todos os aspectos do modo de produção capitalista, incluindo uma crítica exemplar sobre a teoria do valor-trabalho de Adam Smith e de outros assuntos dos economistas clássicos.

( )04 Texto originado de uma conferência realizada pelo autor em novembro de 1917 em que comparou a situação da universidade alemã com a realidade dos Estados Unidos e advertiu seus ouvintes de que no futuro haveria um processo de americanização da vida universitária, que seria cada vez mais parecida com empresas estatais: cientistas, professores e acadêmicos, cujas chances de promoção profissional, ainda seriam bastante determinadas pelo papel do acaso e da contingência, sempre pressioandos a conciliar a difícil vocação para a pesquisa e para o ensino. Conclui que a vocação para a ciência também exige paixão (dedicação à causa) e, além disso, inspiração para fazer uma obra relevante.

( )05 Texto publicado em 1848, sugere um curso de ação para uma revolução socialista através da tomada do poder pelos proletários. Faz uma análise histórica, distinguindo as várias formas de opressão social durante os séculos e situa a burguesia moderna como nova classe opressora. Não deixa, porém, de citar seu grande papel revolucionário, tendo destruído o poder monárquico e religioso valorizando a liberdade econômica extremamente competitiva e um aspecto monetário frio em detrimento das relações pessoais e sociais, assim tratando o operário como uma simples peça de trabalho.

( )06 Obra de 1895 em que o autor apresenta o projeto próprio de estabelecer a sociologia como uma nova ciência social. Assim sugere duas teses principais, sem as quais a sociologia não poderia ser uma ciência: Precisa ter um objeto específico de estudo. Diferentemente da filosofia ou da psicologia, o objeto próprio da sociologia é o fato social. Precisa respeitar e aplicar um reconhecimento objetivo, um método científico, trazendo-a para perto, dentro do possível, das outras ciências exatas. Este método pode evitar a todo custo preconceitos e julgamentos subjetivos.

( )07 Obra manuscrita em 1846 e só publicada posteriormente em que o autor faz críticas ao que denomina de jovens filósofos hegelianos, que considera produtores de uma ideologia alemã conservadora, apesar de se auto-denominarem teóricos revolucionários. O autor aponta para o fato de que, para estes filósofos, as transformações da sociedade se originam somente no plano do pensamento e nunca alcançam a realidade concreta. Isto porque cada um deles, criticando a teoria hegeliana, adota um aspecto desta, sem romper com a falsa noção, segundo o autor, de que é o espírito humano, e não a atividade humana, o sujeito da história.

( )08 Esse texto de 1897 foi um estudo de caso que trouxe um exemplo de como uma monografia sociológica deveria ser escrita. Estudou as conexões entre os indivíduos e a sociedade. Ele acreditava que se pudesse demonstrar o quanto um ato individual é o resultado do meio social que o cerca. Com isso teria uma prova concreta da utilidade da sociologia. Neste livro, o autor desenvolve o conceito de anomia. Ele explora as diferentes taxas de suicídio entre protestantes e católicos, explicando que o forte controle social entre os católicos resulta em menores índices de suicídio.

( )09 Texto publicado em 1904, em que o autor apresenta minuciosamente os principais temas sobre sua concepção de metodologia da ciência social e das relações entre conhecimento e prática científicas. Aponta que na investigação de um tema, um cientista é inspirado por seus próprios valores e ideais, que tem um caráter sagrado para ele, nos quais deposita sua fé e pelos quais está disposto a lutar. Em outras palavras, é preciso distinguir entre julgamentos de valor e o saber empírico. Este nasce da necessidade e considerações práticas historicamente colocadas, na forma de problemas, ao cientista cujo propósito deve ser o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los. Já os julgamentos de valor dizem respeito à definição dos significados que se dá aos objetos ou aos problemas. O saber empírico tem como objetivo procurar respostas através do uso dos intrumentos mais adequados (meios, métodos). A ação do cientista é seletiva. A objetividade do conhecimento decorre, em boa medida, da incorporação consciente dos valores e do controle rigoroso dos procedimentos de análise.

Marque a alternativa que contém a seqüência correta:

1    (a) W    (b) W    (c) D    (d) W    (e) W

2          D          D          M         M          W

3          M         M          W         D           D

4          D         W           M        M          M

5          M         M           D         D          D

6          W         D           M        W         M

7          M         M          D         W         W

8          D         D          W          D         M

9          W        W         W          M          D

QUESTÃO 08 – No texto O que é Fato Social in As regras do Método Sociológico. Companhia Editora Nacional. São Paulo: 1978, Durkheim demonstra que o “social”, no sentido da coletividade, não é um somatório das individualidades, mas a sua síntese. Ao longo de breves onze páginas descreve as três características que possuem os Fatos Sociais. Segundo os excertos do texto, aponte a alternativa que apresenta essas três características do Fatos Sociais descritas pelo autor:

“(...) consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõe.” (p. 03)

“(...) ou então ainda, que é geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria, independente das manifestações individuais que possa ter.” (p. 11)

(a) Social, individual e coletivo
(b) Geral, particular e comum
(c) Público, privado e social
(d) Ação, reflexão e sentimento
(e) Coercitivo, exterior e geral

QUESTÃO 09 – Segundo a ótica marxista, que se pode ver cristalizada no Prefácio, Pg. 23 – 27. In. MARX, Karl. Contribuição à crítica de economia política. São Paulo: Martins Fontes. 1977, relacione o materialismo histórico com a existência humana. Assinale (V) para afirmação verdadeira e (F) para afirmação falsa.

I. São as condições materiais em que vive o ser humano, seu trabalho, suas relações concretas que determinam sua consciência.

II. É a consciência dos homens que determina sua existência concreta.

III. O ser social, as relações empíricas, advindas das relações cotidianas são determinadas pela consciência humana.

IV. Na produção social da existência humana os homens estabelecem relações que independem de sua vontade. Essas relações correspondem a um determinado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais.

V. O desenvolvimento vida social, intelectual e política é condicionada pelo modo de produção da vida material.

Marque a alternativa correta:

(a) Há duas afirmativas falsas e três afirmativas verdadeiras
(b) Há três afirmativas falsas e duas afirmativas verdadeiras
(c) As afirmativas I, III e V são falsas
(d) As afirmativas II, III e V são falsas
(e) As afirmativas III, IV e V são verdadeiras

QUESTÃO 10 – Segundo Weber, no texto Os três tipos puros de dominação legítima. Pg. 128 – 141. In. COHN, Gabriel. Weber. Coleção Grandes Cientistas Sociais. Nº 13. Sociologia. Editora Ática. São Paulo: 1999, a dominação legítima pode justificar-se por três motivos de submissão ou princípios de autoridade, baseados em racionalidade, ancestralidade ou afetividade. Para Weber, as relações de mando e de obediência mais ou menos confirmadas no tempo, e que se encontram tipicamente nas relações de poder, tendem a se basear não só em fundamentos materiais ou no mero hábito de relações de obediência dos súditos, mas também e principalmente num específico fundamento de legitimidade.

Aponte a alternativa que apresenta estes três tipos puros de dominação legitima:

(a) Coação, persuasão e manipulação
(b) Racional, ancestral e afetiva
(c) Coercitivo, burocrático e legal
(d) Legal, tradicional e carismático
(e) Burocrático, carismático e autoritário

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quadro abstrato de resumo dos clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim & Weber

A ordem cronológica apresenta Marx como o primeiro, cronologicamente e intelectualmente, e Durkheim e Weber posteriormente. Porém, a ambição de criar uma nova ciência da sociedade, e compreender o mundo através dela, só é encontrada em Durkheim (através da comparação sistemática dos fatos sociais); e em Weber (através da comparação compreensiva das ações sociais individuais); respectivamente. Marx, por sua vez, não foi um sociólogo, como foram os dois últimos; mas um pensador social preocupado sim em compreender e interpretar o seu tempo e seu espaço, mas, sobretudo, transformá-lo. Pode-se afirmar que a preocupação de Durkheim e Weber era, em boa medida, de ordem intelectual e acadêmica, tinham como meta de suas obras a constituição de um campo sociológico como esfera do conhecimento científico, enquanto que a de Marx, era muito mais, com a práxis, com a transformação social.

A Sociologia é uma ciência profundamente envolvida com a sociedade moderna. A investigação sociológica constitui um dos meios pelo qual a modernidade tomou consciência de si mesma. Por essa razão, a Sociologia pode ser considerada como uma ciência social cujo objeto de estudo é a sociedade moderna. Na tentativa de apresentar algumas explicações para a emergente modernidade, e a efervescente conjuntura social, política e cultural por que passava a sociedade européia, Marx, Durkheim e Weber compuseram obras clássicas. Dessas obras pode-se retira objetos e métodos de estudo, bem como modelos para interpretação da realidade, preocupações teórico epistemológicas dos autores clássicos.
Com base nisso, e ciente de todas as limitações que as informações de um quadro abstrato resumido pode apresentar, pode-se condensar brevemente assim:


Pela ordem, estão resumidos no quadro abaixo:
  • Objeto de estudo
  • Métodos
  • Posições epistemológicas
  • Objetivos teórico-metodológicos
  • Expectativas de mundo
  • Preocupações/interesses sociais/políticos
  • Modelos de interpretação e compreensão
  • Algumas obras pontuais
  • Definição de Clássicos (segundo Norberto Bobbio)
DURKHEIM
WEBER
MARX
Fato Social
ü  Coercitivo
ü  Exterior
ü  Geral

Função social: cada fato social cumpre uma função social.
Ação social: Conduta humana dotada de sentido. Racional X ñ racional
ü  Racional:
fins: objetivo previamente definido (mercado financeiro)
valores: fidelidade a valores e princípios (honestidade/religião)
ü  Tradicional: ancestralidade/ antigüidade/ hábitos/costumes
ü  Afetiva: paixões e idiossincrasias, ciúme/inveja
Relação Social: reciprocamente orientada

Luta de classes
Produção social/material
Infraestrutura/Superestrutura
Comparativo
Abordagem empirista naturalista da realidade social
Funcionalista
Holismo metodológico (estruturalismo)
ü  Social determina o individual
ü  Ênfase no coletivo
Unidade ciências naturais/sociais
Comparativo/Compreensivo
Interpretação/Hermenêutica
ü  das condutas individuais
ü  das condutas sociais
Individualismo metodológico (subjetivismo)
ü  Sujeito é responsável pela construção do conhecimento
Dualismo ciências naturais/sociais
Materialismo
Dialético
Materialismo histórico
ü  Determinismo econômico
Holismo metodológico (estruturalismo)
ü  Social determina o individual
ü  As estruturas e não os indivíduos explicam os fenômenos sociais
Princípios positivistas
Objetividade
Neutralidade
Imparcialidade

Ciência valorativa
Neutralidade axiológica
Objetividade:
ü  Sistematização (dos resultados)
ü  Garantida pela reflexão
ü  Incorporação das subjetividades
Especificidade histórica

Práxis: a objetividade se dá pela ação crítica/ na prática
Ciência: propõe o que pode, mas não o deva ser feito
Interpretação para a ação
Vida material condiciona vida social/política e intelectual

Explicar/descrever/classificar
Compreender/interpretar
Explicar/Compreender/Transformar
Otimista
Ênfase na coesão e na harmonia social

Pessimista
Crença nas lideranças carismáticas

Otimista
Revolução socialista
÷ W social (diferenciação social)
ü  Anomia: afrouxamento de laços sociais
ü  Egoísmo
ü  Religião
Racionalização
ü  Burocracia: “jaula de ferro”
Perda de sentido
Perda de liberdade
Religião
ü  Ética calvinista (ascética) e o sucesso do capitalismo nos EUA
Modo de produção capitalista
ü  Exploração
ü  Alienação
Representação proporcionada pelo liberalismo
Estado representa a classe dominante
Solidariedade social:
ü  Mecânica: sociedade pré capitalistas
ü  Orgânica: sociedade capitalista/industrial
Suicídio:
ü  Altruísta: forte identificação com a coletividade (anulação da individualidade)
ü  Egoísta: desintegração indivíduo/instituições: individualismo, depressão/ desamparo/melancolia
ü  Anômico: sociedades modernas/desregramento social
ü  Fatalista: excesso de regulamentação moral sobre o indivíduo
Tipo ideal
ü  Construção teórica abstrata
ü  Instrumento de análise científica
ü  Conduz o pesquisador numa realidade complexa
Burocracia
Relações de poder
Dominação: (tipos puros)
ü  Legal: (racional)
Fonte do poder (autoridade) é a lei
ü  Carismático: (afetiva)
Caráter sacro/heróico/líder (sem vínculos pré determinados) ñ burocrático
ü  Tradicional: ancestralidade/ “desde sempre”
Mais valia
ü  Absoluta:
aumento da jornada de W
Relativa: mecanização/tecnologia
Classes sociais;
ü  Burguesia: dona dos meios de produção
ü  Proletariado: despossuídos/ vendem sua força de trabalho
MP = fp + rp
fp: homem/ técnica/ instrumentos
rp: sistematização das forças produtivas
Ø  A divisão do trabalho social (1893)
Ø  As regras do método sociológico (1895)
Ø  O suicídio (1897)
Ø  Formas elementares da vida religiosa (1912)
Ø  A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904/05)
Ø  A objetividade do conhecimento nas ciências políticas e sociais (1904)
Ø  A ciência como vocação (1917)
Ø  A política como vocação (1917)
Ø  Ideologia Alemã (1846)
Ø  Manifesto do Partido Comunista (1848)
Ø  O 18 brumário de Luis Bonaparte (1852)
Ø  O Capital (1867)
Ø  Intérprete único de seu tempo. Seja considerado intérprete autêntico e único de seu próprio tempo, cuja obra seja utilizada como instrumento indispensável para compreendê-lo.
Ø  Sempre atual. Seja sempre atual, de modo que cada época, ou mesmo cada geração, sinta a necessidade de relê-lo e, relendo-o, de reinterpretá-lo.
Ø  Teorias modelo p/ compreensão da realidade. Tenha construído teorias-modelo das quais nos servimos continuamente para compreender a realidade, até mesmo uma realidade diferente daquela a partir da qual as tenha derivado e à qual as tenha aplicado, e que se tornaram, ao longo dos anos, verdadeiras e próprias categorias mentais.

Referências:

ARAÚJO, Silvia Maria de. BRIDI, Maria Aparecida. MOTIM, Benilde Lenzi. Sociologia: um olhar crítico. São Paulo: Contexto, 2009.
ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. Coleção tópicos. 6ª Ed. São Paulo: Martins Fontes. 2003
BINS, Milton. Introdução à Sociologia Geral. Porto Alegre: Editora Mundo Jovem. 4ª edição, 1985.
BOTTOMORE, Tom. Introdução à Sociologia. 9a. ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1987.
BOTTOMORE, Tom; NISBET, Robert (orgs.). História da Análise Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1980.
CASTRO, Ana M.; DIAS, Edmundo (orgs.). Introdução ao pensamento sociológico: coletânea de textos de Durkheim, Weber, Marx e Parsons. 9.ª ed. São Paulo: Moraes, 1992.
COHN, Gabriel. Para Ler os Clássicos. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Ed., 1977.
COHN, Gabriel. Weber: sociologia. Coleção Grandes Cientistas Sociais. Nº 13. Editora Ática. São Paulo: 1999.
COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 2a. ed. São Paulo: Moderna, 2002.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4°ed. Artmed. Porto Alegre: 2005.
IANNI, Octavio. (org.) Marx: sociologia. Coleção grandes cientistas sociais. Nº 10. 2ª Ed. São Paulo: Ática, 1980.
MILLS, Charles Wright. A Imaginação Sociológica. Zahar Editores. Rio de Janeiro: 1975.
OLIVEIRA, Luiz Fernandes de. COSTA, Ricardo Cesar Rocha da Costa. Sociologia para jovens do século XXI. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio. 2007.
QUINTANEIRO, Tania et al.. Um toque de clássicos: Durkheim, Marx e Weber, 3a. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 4ª edição. São Paulo: Editora Cortez, 2006.
RODRIGUES. José Albertino. Durkheim: sociologia. Nº 1. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Ática, 1978.
SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber. Coleção Sociologia), 2ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
TOMAZI, Nelson (org.). Iniciação à Sociologia. 2ª ed. revisada e ampliada. São Paulo: Atual, 1993.
VIANA, Nildo. Introdução à Sociologia. Belo Horizonte: Autêntica. 2006.
WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. 4ª Ed. Zahar. Rio de Janeiro:1979.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resuminhos Clássicos para as aulas de Sociologia

A ética protestante e o espírito do capitalismo

Escrito como uma série de ensaios entre 1904 e 1905, foram, mais tarde, complementados pelo autor e publicados em um livro, no qual ele investiga as razões do capitalismo se haver desenvolvido inicialmente em países como a Inglaterra ou a Alemanha, concluindo que isso se deve à mundividência e hábitos de vida instigados ali pelo protestantismo. Neste livro, o autor avança a tese de que a ética e as ideias puritanas, a ética calvinista (ascética), influenciaram o desenvolvimento do capitalismo nos EUA.

A divisão do trabalho social

Nesse texto de 1893 o autor analisa as funções sociais do trabalho na sociedade e procura mostrar como na modernidade tal divisão é a principal fonte de coesão ou solidariedade social.

O Capital

Conjunto de livros reunidos em um volume de 1867, apontando e criticando o desenvolvimento do capitalismo de épocas anteriores até a modernidade. Nesta obra existem muitos conceitos econômicos complexos, como mais valia, capital constante e capital variável, uma análise sobre o salário; sobre a acumulação primitiva, resumindo, sobre todos os aspectos do modo de produção capitalista, incluindo uma crítica exemplar sobre a teoria do valor-trabalho de Adam Smith e de outros assuntos dos economistas clássicos.

A ciência como vocação

Texto originado de uma conferência realizada pelo autor em novembro de 1917 em que comparou a situação da universidade alemã com a realidade dos Estados Unidos e advertiu seus ouvintes de que no futuro haveria um processo de americanização da vida universitária, que seria cada vez mais parecida com empresas estatais: cientistas, professores e acadêmicos, cujas chances de promoção profissional, ainda seriam bastante determinadas pelo papel do acaso e da contingência, sempre pressioandos a conciliar a difícil vocação para a pesquisa e para o ensino. Conclui que a vocação para a ciência também exige paixão (dedicação à causa) e, além disso, inspiração para fazer uma obra relevante.

Manifesto do Partido Comunista

Texto publicado em 1848, sugere um curso de ação para uma revolução socialista através da tomada do poder pelos proletários. Faz uma análise histórica, distinguindo as várias formas de opressão social durante os séculos e situa a burguesia moderna como nova classe opressora. Não deixa, porém, de citar seu grande papel revolucionário, tendo destruído o poder monárquico e religioso valorizando a liberdade econômica extremamente competitiva e um aspecto monetário frio em detrimento das relações pessoais e sociais, assim tratando o operário como uma simples peça de trabalho.

As regras do método sociológico

Obra de 1895 em que o autor apresenta o projeto próprio de estabelecer a sociologia como uma nova ciência social. Assim sugere duas teses principais, sem as quais a sociologia não poderia ser uma ciência: Precisa ter um objeto específico de estudo. Diferentemente da filosofia ou da psicologia, o objeto próprio da sociologia é o fato social. Precisa respeitar e aplicar um reconhecimento objetivo, um método científico, trazendo-a para perto, dentro do possível, das outras ciências exatas. Este método pode evitar a todo custo preconceitos e julgamentos subjetivos.

Ideologia Alemã

Obra manuscrita em 1846 e só publicada posteriormente em que o autor faz críticas ao que denomina de jovens filósofos hegelianos, que considera produtores de uma ideologia alemã conservadora, apesar de se auto-denominarem teóricos revolucionários. Marx aponta para o fato de que, para estes filósofos, as transformações da sociedade se originam somente no plano do pensamento e nunca alcançam a realidade concreta. Isto porque cada um deles, criticando a teoria hegeliana, adota um aspecto desta, sem romper com a falsa noção, segundo Marx, de que é o espírito humano, e não a atividade humana, o sujeito da história.

O suicídio

Esse texto de 1897 foi um estudo de caso que trouxe um exemplo de como uma monografia sociológica deveria ser escrita. Estudou as conexões entre os indivíduos e a sociedade. Ele acreditava que se pudesse demonstrar o quanto um ato individual é o resultado do meio social que o cerca. Com isso teria uma prova concreta da utilidade da sociologia. Neste livro, o autor desenvolve o conceito de anomia. Ele explora as diferentes taxas de suicídio entre protestantes e católicos, explicando que o forte controle social entre os católicos resulta em menores índices de suicídio.

A objetividade do conhecimento nas ciências políticas e sociais

Texto publicado em 1904, em que o autor apresenta minuciosamente os principais temas sobre sua concepção de metodologia da ciência social e das relações entre conhecimento e prática científicas. Aponta que na investigação de um tema, um cientista é inspirado por seus próprios valores e ideais, que tem um caráter sagrado para ele, nos quais deposita sua fé e pelos quais está disposto a lutar. Em outras palavras, é preciso distinguir entre julgamentos de valor e o saber empírico. Este nasce da necessidade e considerações práticas historicamente colocadas, na forma de problemas, ao cientista cujo propósito deve ser o de procurar selecionar e sugerir a adoção de medidas que tenham a finalidade de solucioná-los. Já os julgamentos de valor dizem respeito à definição dos significados que se dá aos objetos ou aos problemas. O saber empírico tem como objetivo procurar respostas através do uso dos intrumentos mais adequados (meios, métodos). A ação do cientista é seletiva. A objetividade do conhecimento decorre, em boa medida, da incorporação consciente dos valores e do controle rigoroso dos procedimentos de análise. Um: estabelecer leis e fatores hipotéticos que servirão como meios para seu estudo; dois: analisa e expõe ordenadamente os fatores historicamente dados; três: reconstrói o passado: último: avalia possibilidades de futuro.